FNAMzine #7 - Defender os Médicos da Reforma Laboral - Flipbook - 11
µ 11 | FNAMZINE | julho 2026
S DOMICILIÁRIOS DO ALGARVE CENTRAL
Lidar com a morte e o sofrimento numa base diária exige um perfil pessoal
e profissional específico e vocacionado,
necessitando de conhecimento aprofundado na área, competências técnicas
especializadas e capacidades comunicacionais acima da média.
O trabalho no domicílio é como andar
num trapézio sem rede. É um local onde tudo o que fazemos é observado diretamente e escrutinado por utentes e
cuidadores e onde, caso não exista uma
relação de confiança entre o núcleo familiar e a EC, o risco de litígio é astronómico.
Para que isto seja alcançado, são necessários meios e tempo, preparando
emocionalmente todos os envolvidos e
aumentando a literacia nesta área.
Trabalhar em CP não é apenas desempenhar uma função dentro do horário
de trabalho. Implica, para além dos conhecimentos, disponibilidade e entrega.
Pressupõe uma humanização dos cuidados e uma atividade assistencial de
excelência para apoiar as pessoas num
dos momentos de maior fragilidade da
vida humana. O importante não são os
números, mas sim as pessoas.
É urgente rever as condições em que as EC
trabalham. Sem isso, continuará a ser impossível fixar profissionais e garantir cuidados dignos a quem deles mais precisa.
Lidar com a morte e o sofrimento numa base diária exige um perfil pessoal e profissional
específico e vocacionado, necessitando de conhecimento aprofundado na área,
competências técnicas especializadas e capacidades comunicacionais acima da média
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