FNAMzine #7 - Defender os Médicos da Reforma Laboral - Flipbook - 22
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Grande Entrevista
“TRABALHO EXTRAORDINÁRI
TIAGO OLIVEIRA é Secretário-Geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses
(CGTP) desde 2024. Mecânico de profissão, iniciou a atividade sindical em 2003 como delegado
sindical na Auto Sueco. Integra a direção do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente (SITE-NORTE ) desde 2006 e liderou a União
de Sindicatos do Porto.
FNAMZINE (FZ): Começamos pelo
tema central desta entrevista: a
reforma laboral. Como tem sido esta
luta e porque é tão importante?
TIAGO OLIVEIRA (TO): Este processo já
dura há nove meses. Desde o início,
o governo preferiu alimentar a ideia
de que a CGTP não queria negociar,
quando a verdade é exatamente o
contrário.
A CGTP sempre esteve disponível para
negociar, mas o governo nunca quis
fazê-lo com seriedade. O objetivo
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Desde o início, o
governo preferiu
alimentar a ideia de
que a CGTP não queria
negociar, quando a
verdade é exatamente
o contrário
sempre foi avançar com profundas
alterações ao mundo do trabalho.
O anteprojeto de revisão da legislação
laboral foi apresentado a 24 de julho de
2025 e, apesar da retórica de abertura ao
diálogo, o governo nunca abdicou das
chamadas “traves mestras” da reforma.
E são precisamente essas medidas que
representam um enorme retrocesso
para os trabalhadores.
FZ: Quais são essas “traves mestras”?
TO: O governo justifica esta reforma