FNAMzine #7 - Defender os Médicos da Reforma Laboral - Flipbook - 24
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“ESTOU NO MOVIMENTO SINDICAL
HÁ 20 ANOS E UMA COISA É CERTA:
NENHUM DIREITO FOI OFERECIDO”
Além disso, no banco de horas, o
controlo do tempo nunca está nas
mãos do trabalhador. É sempre a
empresa que decide quando se
trabalha mais e quando se descansa.
Na prática, este mecanismo pode
representar a perda de cerca de um
mês de salário por ano em trabalho
extraordinário não pago.
FZ: Consideram que esta reforma
entra em conflito com a Constituição?
TO: Sem dúvida. Há várias matérias
µ FNAMZINE | GRANDE ENTREVISTA
O governo tenta desvalorizar
os sindicatos dizendo
que representam menos
trabalhadores, mas ignora
que muitas associações
patronais representam
ainda menos
que consideramos inconstitucionais.
Desde logo, as limitações à atividade
sindical. O governo tenta desvalorizar
os sindicatos dizendo que representam
menos trabalhadores, mas ignora
que muitas associações patronais
representam ainda menos.
Uma das propostas passa por dificultar
o acesso dos sindicatos aos locais de
trabalho, fazendo depender esse acesso
de autorização da entidade patronal.
Isso é um ataque direto à liberdade
sindical.