FNAMzine #7 - Defender os Médicos da Reforma Laboral - Flipbook - 31
µ 31 | FNAMZINE | julho 2026
Sindicatos e pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, reivindicou mais
médicos, enfermeiros e assistentes operacionais, sobretudo para a extensão de
saúde de Figueira de Lorvão, alertando
ainda para os constrangimentos existentes noutras extensões do concelho.
Ao longo dos últimos anos, o MUSP
Coimbra tem também contestado
medidas que considera contribuírem
para a descaracterização do SNS.
Em dezembro de 2024, promoveu uma
ação pública junto ao Centro de Saúde
Fernão de Magalhães, denunciando a
degradação dos cuidados de saúde
primários, a falta de profissionais e o
encerramento de extensões de saúde.
Nessa ocasião, criticou igualmente a
criação das Unidades Locais de Saúde
(ULS), defendendo que estruturas de
grande dimensão dificultam a proximidade e a resposta às populações.
O movimento tem igualmente manifestado oposição às Unidades de
Saúde Familiar do tipo C, considerando que representam uma maior participação do setor privado na prestação
de cuidados. Para o MUSP, o reforço
do SNS deve passar pela contratação
de profissionais, pela valorização das
carreiras e pela melhoria das condições
de trabalho.
Outra iniciativa relevante foi o abaixo-assinado lançado em outubro de
2024 pela reversão da integração do
Hospital de Cantanhede e do Centro de
Medicina de Reabilitação Rovisco Pais
no então Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. O movimento considerou que esta opção representava
mais um passo na empresarialização
dos hospitais públicos e poderia comprometer a proximidade e a qualidade
dos cuidados prestados às populações.
Esta posição está também associada à
contestação do processo de desmantelamento do antigo Centro Hospitalar de
Coimbra e, em particular, do Hospital
dos Covões, situação que continua a
ser denunciada nas diversas ações promovidas pelo movimento.
Como tem sido afirmado
em várias iniciativas
promovidas pelo MUSP:
«O SNS só será forte se for
cuidado, e cuidar do SNS
é cuidar das pessoas
O MUSP Coimbra tem ainda participado em manifestações e iniciativas
nacionais em defesa do SNS, promovidas pelo próprio movimento e por
outras organizações sociais e sindicais.
Nas suas intervenções públicas, tem
defendido o aumento do investimento na saúde, a valorização dos profissionais, a criação de incentivos à sua
fixação e o reforço da rede pública de
cuidados continuados e paliativos.
Para o movimento, o SNS constitui um
dos pilares fundamentais do Estado
Social e um património coletivo que
importa preservar e reforçar. A mobilização dos utentes, dos trabalhadores
e das organizações da sociedade civil
é considerada essencial para garantir
o direito constitucional à proteção
da saúde e o acesso universal aos
cuidados.
Como tem sido afirmado em várias
iniciativas promovidas pelo MUSP:
«O SNS só será forte se for cuidado, e
cuidar do SNS é cuidar das pessoas.»
Na defesa dos serviços públicos, o
movimento continua a afirmar uma
ideia simples: o público é de todos;
o privado é apenas para alguns.
Cumpra-se a Constituição da República
Portuguesa.
µ FNAMZINE | CELESTE MOURA