FNAMzine #7 - Defender os Médicos da Reforma Laboral - Flipbook - 38
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Internacional Argentina
REALIDADE LABORAL
E DESAFIOS SISTÉMICOS
DA MEDICINA NA ARGENTINA
PABLO MACIEL, Médico especialista em Medicina Interna, Secretário-Geral da CICOP
(Associação Sindical de Profissionais da Saúde da Província de Buenos Aires), membro da
FESINTRAS (Federação Sindical Nacional dos Trabalhadores da Saúde) e dirigente da CTA (Central
dos Trabalhadores da Argentina).
A Medicina na Argentina vive um paradoxo
preocupante. Apesar do país continuar a
formar profissionais altamente qualificados e reconhecidos internacionalmente,
as condições de trabalho dos médicos deterioram-se de forma acelerada. Salários
insuficientes, vínculos precários, sobrecarga laboral e crescente desgaste profissional transformaram uma questão laboral num verdadeiro problema de saúde
pública.
A estrutura fragmentada do sistema de
saúde argentino, dividido entre os setores público, da segurança social e privado, contribui para esta realidade. A falta
de coordenação entre os diferentes subsistemas gera ineficiências, aumenta a
carga administrativa e favorece formas
de contratação instáveis. Muitos médicos
trabalham através de regimes precários,
sem garantias laborais nem proteção social adequada, sendo tratados como prestadores ocasionais de serviços em vez de
profissionais essenciais ao funcionamento do sistema.
A perda de poder de compra dos salários
agravou ainda mais a situação.
Enquanto os médicos mais jovens enfrentam rendimentos que mal cobrem as despesas básicas, a maioria dos profissionais
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