FNAMzine #7 - Defender os Médicos da Reforma Laboral - Flipbook - 43
µ 43 | FNAMZINE | julho 2026
Palestina – Faixa de Gaza
Hussam Safiya, médico e diretor do Hospital Kamal Adwan, em
Gaza, foi detido no final de 2024, sem motivo. Na sequência da
crescente pressão exercida por uma campanha internacional
que exige a sua libertação, o Supremo Tribunal autorizou a
divulgação de imagens suas por videoconferência. Nessas
imagens, é evidente o estado de fragilidade física em que se
encontra, suscitando novas preocupações sobre a sua saúde e
condições de detenção.
Nigéria
A greve nacional dos trabalhadores da saúde na Nigéria, iniciada
em novembro de 2025, só foi suspensa em fevereiro de 2026
após 84 dias de paralisação. Os sindicatos denunciaram baixos
salários, falta de financiamento do setor e incumprimento de
acordos por parte do governo federal. O conflito afetou hospitais
públicos em todo o país.
Quénia
Profissionais de saúde no Quénia, incluindo médicos, enfermeiros
e técnicos hospitalares, intensificaram os protestos no início
de 2026 devido ao incumprimento de acordos salariais e à falta
de contratação de profissionais. Em Nairobi, várias unidades
hospitalares registaram fortes perturbações após greves
prolongadas e manifestações contra a sobrecarga de trabalho e
os atrasos salariais
Austrália
Mais de 13 mil profissionais de saúde hospitalar do estado de Victoria
aprovaram ações de luta devido ao impasse nas negociações
salariais com o governo australiano. Entre os profissionais envolvidos
estiveram fisioterapeutas, radiologistas e terapeutas ocupacionais,
que exigem aumentos salariais, melhores carreiras e proteção contra
sobrecarga laboral. As primeiras medidas incluem a recusa de horas
extraordinárias e redução de serviços hospitalares.
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